Vale Sagrado dos Incas

Vale Sagrado dos Incas

Durante o tempo que passei no Peru fiz o Tour chamado Valle Sagrado.

Esse tour tem o objetivo de mergulhar um pouco na história dos incas e ver os locais onde eles escolheram para viver e se manterem. O Valle se localiza no Andes Peruanos e é composto de vários sítios arqueológicos e por estar localizado às margens do rio Urubamba, principal manancial da região e favorecia os incas na produção agrícola.

O passeio começa bem cedo (todos os passeios afinal!). Esse tour também foi reservado com a Machu Picchu Reservations e além de ser um tour guiado (portuñol e inglês rsrs) incluía almoço e o transporte.

Já no começo do tour é necessário adquirir o boleto turístico, e eles são de duas formas:

– O mais barato dá direito a 4 atrações e vale por até 2 dias consecutivos
– O mais caro dá direito a 16 atrações e vale por até 16 dias consecutivos

O que comprei foi o de 4 atrações, que faziam parte do Valle Sagrado: Chincero, Moray, Ollantaytambo e Pisac. Somente as salineras de Maras que exigiam um pagamento por fora. Mas era barato.

Boleto turístico de 4 lugares

PS: A razão pela qual nunca digo os preços é porque eles sempre variam, mas qualquer dúvida o tio responde sem problemas!! Vamos seguir a programação normal!!

Chinchero

Primeira parada do passeio. Localizada a mais de 3700 metros acima do nível do mar, foi o local escolhido por Túpac Yupanqui, líder inca, para estabelecer sua residência. A cidade ainda preserva sua originalidade, confirmada através das vestimentas e costumes locais. Suas ruínas são vários terraços que, ao longo da subida, podem ser observados, até que você se depara com a Igreja Virgem da Natividade, construída em 1600, durante invasão espanhola.

Nos telhados das casas, uma cruz e um par de búfalos, simbolizando a religião cristã e também dizendo que aquela casa é protegida. Por isso, durante as feiras artesanais que acontecem aos domingos, locais vendem miniaturas dos búfalos aos turistas.




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O nome Chinchero vem do tingimento de tecidos, após a visita à Igreja, o tour segue até um pequeno vilarejo, onde é possível observar artesãs locais demonstrando como conseguir as mais diversas cores para tingimento de tecidos e também é possível comprar alguns materiais vendidos por elas.

Salineras de Maras

O tour segue em direção às Salineras de Maras, local utilizado por muitas famílias para produção de sal, de onde tiram sua principal renda. Achei uma definição maravilhosa na rede outro dia: “As salinas de Maras ficam no meio de uma cadeia de montanhas, onde há o fluxo de uma fonte de água naturalmente salgada, na qual uma cooperativa criada pelos moradores da região criaram fossos de secagem de água para remoção do sal. Processo manual e simples, porém com muita dedicação das famílias envolvidas.”

O resto são fotos e a vista maravilhosa das mais de 3 mil piscinas utilizadas para secagem da água e extração do sal.




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Moray

Próximo dali de Maras e a 50km de Cusco, o sítio arqueológico Moray, antigo laboratório (de acordo com estudos feitos) onde várias espécies de plantas eram cultivadas.

Moray significa círculos, na língua original quéchua, daí vê-se as formações circulares dos antigos laboratórios. Outros estudos têm o significado de  Moray como “território ocupado desde tempos remotos” ou ainda com algo a ver com plantações de milho de colheita chamada Aymoray ou até mesmo com batata desidratada, conhecida como Moraya.

O que se sabe é que o complexo foi criado, no começo do Império Inca,  como estação experimental agrícola, tendo esses terraços até 30 metros de profundidade. Sabe-se também que no local eram produzidos mais de 3 mil variedades de batata, milho e outras espécies. Além da cultivo de plantas selvagens.




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Ollantaytambo

Ollanta ou Olly, para os íntimos, foi a terceira parada no Tour do Valle Sagrado. A cidade fica bem perto de Aguas Calientes, principal acesso à Machu Picchu (1h30 hora de trem, aproximadamente). O nome da cidade significa “Lugar de descanso de onde se pode observar do alto”, mistura das palavras “Ollantay” (observar do alto) e “Tambo” (lugar de descanso).

Acredita-se que a cidade foi por muito tempo tida como uma fortaleza de defesa, mas também há quem diga que toda aquela estrutura servia de descanso para as famílias reais que queriam ir a Machu Picchu. A cidade era um complexo militar, religioso e também agrícola e é a única ainda habitdada, desde os tempos incas!

Do alto dos inúmeros degraus se observa a cidade, linda, misturada com uma paisagem natural de tirar o fôlego!! Pra mim, junto com Pisac, sendo os pontos altos do Tour.

Fique atento às histórias contadas pelos guias durante o passeio, nas montanhas é possível ver um rosto, segundo eles, de um deus que de tanto transmitir conhecimento para a cidade durante sua fundação, acabou tendo seu rosto gravado eternamente na pedra. Lenda ou não, vale a pena olhar e se encantar com a beleza do local!




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Pisac (ou Pisaq)

Depois do almoço (incluído no valor do tour) seguimos pra última parada do tour: O Parque de Pisac, localizado a 33 km de Cusco, sendo esse um dos mais importantes do Vale Sagrado.

Pisac também é conhecido como o Centro Astronômico do Vale Sagrado no Peru, e suas atividades são: Um mercado de artesanato, bem na entrada do parque e as visitas às suas ruínas.

Na entrada você já encontra um mercado, onde pode encontrar várias lembrancinhas e claro, sempre bom negociar o preço com os artesãos que ficam ali. Tem de tudo!
Não somente isso, Pisac também se apresenta como um centro cerimonial e ali há a presença de vários túmulos, todos eles com corpos enterrados no interior das montanhas. Acredita-se também que o local, por possuir várias torres de vigia, tenha sido uma fortaleza, o que deixa ainda mais misterioso e encantador.




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A volta pra casa também foi um show à parte! Um pôr do sol pra não por defeito, e uma paradinha pra foto do grupo!! Esse dia ficará na memória!! Incrível!!

 

Pisac foi a última parada de um tour que levou o dia inteiro, mas foi uma das melhores experiências que já tive estando ali em Cusco. Aconselho a todos que foram à Cusco a irem nesse tour, vale a pena pra conhecer toda a história de um povo que, mesmo vivendo em tempos remotos, possuía uma inteligência e espiritualidade como nunca vi antes. E é possível sentir a energia e ver tamanho cuidado e dedicação deles (incas) na construção de tudo ali naquela região!  SUPER RECOMENDO!!!