Meu roteiro de 6 dias na capital chinesa – Parte 2

Comecei um outro post falando sobre meu roteiro de 6 dias pela cidade de Pequim, capital chinesa. Clicando aqui você acessa a primeira parte desse relato.

E agora continuo te contando como foi o que mais eu vi por lá!!

SUMMER PALACE

Um dos lugares que mais gostei e passaria horas e horas se voltasse lá.
O Palácio de Verão, cujo nome em chinês, “Yiheyuan” em tradução literal significa “Jardim da Harmonia Cultivada” foi criado pelos imperadores para descanso e refúgio durante o verão.

E realmente é uma harmonia, uma paz, mesmo com tanta gente visitando. Estar ali em contato direto com a natureza é um presente para os visitantes do Palácio.

Entrada do Summer Palace

O complexo, de quase 3 km² de extensão já sofreu diversos ataques e passou por duas restaurações: Uma em 1886 e a última em 1902. Sua abertura ao público se deu em 1924 e foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, em 1998. Mais do que merecido!!

São jardins, corredores, pontes, lagos artificiais que fazem desse local ser um dos mais bonitos na cidade e recomendo pelo menos um dia inteiro para visitar, caso você queira ver exatamente tudo! O que acho ser bem difícil!


Também é possível fazer passeios de barcos pelos lagos do Summer Palace atravessando os canais, que bem se parecem com os da cidade de Suzhou, e parando nos diversos templos existentes no local. Garanto que não vai se arrepender de passar um tempo por lá explorando e se maravilhando com o que os chineses criaram para seus momentos de repouso e lazer!



Como meu tempo por lá era curto, não consegui visitar exatamente todo o Palácio, mas o pouco que vi me deixou maravilhado e me levou umas 2 horas, lá é muito grande e muito lindo, vale muito a pena percorrer tudo o que você puder! Não deixe de ir!

WANGFUJING STREET

Essa é a rua onde estão os famosos espetinhos de escorpião, baratas, outros insetos e iguarias digamos, exóticas. Porém, contudo, entretanto, o local onde os possíveis espetos seriam encontrados estava em reforma. Imagina alguém triste, sem provar tal iguaria?!

Pois é, essa rua fica no centro de Pequim e ali você encontra restaurantes, shoppings, lojas, cinemas e tudo de mais variado e com aqueles letreiros luminosos típicos da China. Foi ali que fui na minha primeira noite e fiquei pensando: É, realmente estou na China, olha isso! Certamente você terá essa sensação também ao se deparar com aquela gente toda andando de um lado pro outro e vendo todos aquelas luzes, é incrível!

Para chegar lá, o metrô, como sempre é o melhor companheiro. Descendo na estação de mesmo nome é só sair da estação e se deparar com aquele mundo!

A dica aqui é: Percorra as ruas, os becos, os restaurantes, se permita aproveitar e provar o diferente. Tem uma infinidade de pratos como toucinho cozido, coisas diferentes que já nem sei o nome mais, porém são típicos da culinária. E se digo que eu nem sei o nome, certamente lá você também irá se confundir, e como já disse e repito aqui: LEVE UM TRADUTOR, olhe meu post sobre como se preparar pra ir pra lá. Clique aqui pra ler!

O nome Wang Fu Jing vem de Residência Real (Wang Fu) e Poço (Jing). Na região existiam residências reais e um poço de água doce, daí o nome que permanece até hoje, porém bem diferente do que já foi. Agora é o principal local para pedestres da cidade.

O que não falta por lá é comida boa, como os famosos dumplings, aqueles bolinhos de massa que podem ser cozidos ao vapor, ou fritos, com formatos variados, e com recheios também variados (carne de porco, vegetais, etc.)
Esse é um dos pratos que você não pode deixar de provar estando por lá!
Geralmente eles vêm acompanhados de um molho e uma sopa, que não gostei muito!

A rua com maior comércio parece não dormir nunca, sempre tem gente passando, indo e voltando e alguns lugares fecham bem tarde, tempo suficiente pra aproveitar e passear bastante nas lojas de grife e nos comércios locais com preços bem em conta. Não sei se é prática dos chineses, mas negociei bastante os preços e pedi bastante descontos. Consegui em todas as vezes! Guerreiro!!

Aproveite também para sentar um pouco e observar o modo de vida dos chineses, tomar um sorvete, tentar fazer algo bem local enquanto estiver por lá. Isso é o que sempre tento fazer nos locais que visito: Observar a vida local e ver como as pessoas se movem durante o dia e noite.

LAMA TEMPLE (O TEMPLO LAMA)

Resolvi visitar esse templo pois achei bonita a arquitetura e pela facilidade de chegar nele, bem na saída do metrô, como tudo na China é feito de metrô lá fui eu rapidinho visitar. E encontrei além da arquitetura lindíssima, uma paz e devoção jamais vistas, por parte dos fiéis que ali estavam prestando suas homenagens.

Seu nome original é Yonghe Temple e significa Palácio da Paz e Harmonia, que foi o que mais achei no local!


Esse jardim lindo fica logo na entrada, um complexo de templos considerado o maior templo tibetano de Pequim.
Foi construído em 1694 pelo imperador Kangxi da dinastia Qing como uma residência para seu filho, o príncipe Yin Zhen. Em 1744 o palácio foi convertido à mosteiro e oferecido aos monges tibetanos. Já em 1949, o Templo foi declarado monumento nacional. (Fonte: chine-culture.com)


Não fiquei muito tempo por lá, infelizmente, pois eu queria mesmo era visitar o Templo do Céu, mas o pouco tempo que fiquei percebi uma paz incrível (acredito ter usado essa “paz incrível” várias vezes nessas postagens sobre a China) e uma linda devoção por parte dos fiéis, de joelhos sempre, ou fazendo seus rituais à Buda, expressando sua gratidão e religiosidade.

O complexo, repleto de templos, pórticos, pátios, é bem grande, então se você não tiver muito tempo como eu, tente ver o máximo que der. Mas aconselho reservar pelo menos umas 2 horas do seu dia pra visitar tudo com calma e tentar absorver um pouco da paz que o lugar transmite. A visita vale muito a pena e é um local que não deve passar despercebido durante sua visita à Pequim. Coloque aí na sua lista!

TEMPLO DO CÉU (TEMPLE OF HEAVEN)

Foi minha última atração visitada em Pequim. O complexo é um conjunto de templos taoístas, construído em 1420 e também considerado Patrimônio Histórico pela Unesco, à partir de 1998. Os templos eram utilizados para pedir intercessão dos céus para as colheitas e também para agradecer pelas colheitas obtidas.

O Templo do Céu inclui a norte a Sala de Oração pelas Boas Colheitas; a sul, o Altar Circular e a Abóbada Imperial Celestial. E dentre os templos, destaca-se o mais conhecido: A Sala da Oração pelas Boas Colheitas. (Fonte: Wikipedia)

Esse templo possui 20 metros de diâmetro e 38 de altura. O edifício se ergue sobre 28 pilares de madeira e muros de ladrilho, é onde possivelmente você vai ver a maior concentração de pessoas tirando fotos, até casais vi tirando fotos para casamento. Também com um lugar desses, qualquer foto fica incrível!

A sala por dentro é linda, possui telhas azuis e uma bola dourada na cúpula. Estando lá soube que o prédio foi destruído por um incêndio em 1899 e logo um ano depois reconstruído. Ainda bem!


O complexo é muito grande e requer umas boas horas para percorrer tudo. Nos parques ao redor é possível ver famílias reunidas lanchando, pessoas correndo e observando a natureza, coisa muito feita pelos chineses. Essa preocupação deles com a natureza, as plantas, flores é impressionante. Cultivam e cuidam. As próprias gramas do local são sempre irrigadas e estão sempre com aspecto de novas, bem bonitas!


O Temple of Heaven foi o local escolhido por mim para encerrar minha viagem a esse País incrível onde descobri uma cultura totalmente diferente da que já estou habituado (alguns países possuem certa similaridade com o Brasil, mas a China nem um pouco), agradecendo também aos céus pelas colheitas feitas: A colheita do descobrimento que é algo dentro de mim que me move e me faz querer sempre percorrer o mundo atrás de coisas novas e de descobertas!

 

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