Tour de 1 dia visitando Chichén-Itzá, uma das 7 Maravilhas do Mundo Moderno

Tour de 1 dia visitando Chichén-Itzá, uma das 7 Maravilhas do Mundo Moderno

Um dos motivos que me levou a estar ali no México era a oportunidade de conhecer uma das 7 Maravilhas do Mundo, o sítio arqueológico Chichén-Itzá.

Como minha base foi Playa del Carmen, a distância até lá ficou ainda menor. Preferi então reservar um tour pra não ter maiores preocupações.

O tour

Reservei o tour com a empresa chamada Easy Tours. Eles estão por toda a parte na Quinta Avenida, a avenida principal de Playa del Carmen. Chore um descontinho, eles são bem maleáveis e sempre dispostos a ajudar.

Em passeios específicos eu gosto de reservar tours, como esse de 1 dia inteiro, bem turistão, como diz um amigo meu.

O roteiro incluía uma parada na cidade de Valladolid, uma parada para banho num cenote incrível, o Ik Kil, terminando o dia na zona arqueológica Chichén-Itzá, além de ter almoço incluído. Maravilha!!

Valladolid

O tour começou com a visita na charmosa cidade que fica na região central da Península de Yucatán, localizada a uma distância de 156 km de Cancún. A cidade colonial foi fundada em 1543 pelos espanhóis e hoje funciona também como base para quem quer ir visitar Chichén-Itzá por ficar apenas a 45km de distância, muita gente acaba pernoitando na cidade.

A cidade é relativamente pequena, e com um charme encantador. Vale passar mais tempo. Como estava fazendo o tour, tivemos apenas cerca de 1 hora pra conhecê-la.

A praça central de Valladolid leva o nome de Parque Francisco Cantón Rosado. E foi nela que fiquei e me encantei. A cidade também possui algumas igrejas católicas, destacando a que fica na praça, a Igreja São Gervásio (San Servacio), construída por franciscanos em 1545.

Se puder, tire mais um tempo para passear ou até mesmo ficar pela cidade, as casas coloniais coloridas, o Parque, são atrações imperdíveis e vale a pena explorar mais um pouco lá.

Cenote Ik Kil

A segunda parada do tour foi para se refrescar e se encantar. Digo isso porque esse cenote foi um dos mais bonitos que visitei estando no México. E olha que são milhares de cenotes, mas esse em especial me conquistou.

O Ik Kil, especificamente, está na rota dos passeios até as ruínas de Chichén-Itzá, daí o motivo deste cenote ser um dos mais visitados do México. Só na Pensínula de Yucatán são mais de 7 mil deles, sendo o Ik Kil um dos mais profundos, chegando a ter até 40 metros de profundidade, onde para mergulhar, você deve descer a uma profundidade de 26 metros.

Muitos passeios terminam no cenote, o meu teve a parada no cenote devido à possível lotação. Mas sempre tem gente se banhando nas águas geladas e aproveitando o parque e o visual que é lindo!

Ao redor do cenote há uma área bem grande com lojas, banheiros, restaurantes e lanchonetes. Além de que também é possível alugar coletes salva-vidas e kits para mergulho.

E claro, antes de entrar no cenote é obrigatório que o banhista lave o corpo em um dos chuveiros (foto acima). O motivo: Os cenotes costumam ter as águas bem limpas e o contato com produtos químicos como perfumes, desodorantes, ou até mesmo o suor do corpo podem prejudicar as águas.

Almoço

Depois da visita ao cenote, partimos para a (segunda) melhor hora do dia: Almoço, que nesse tour estava incluído, só as bebidas que foram pagas à parte.

Outros tours oferecem bebidas à bordo, não foi o caso do que fiz, porém não tirou o brilho do passeio. Mas você também pode procurar por esses caso prefira.

O almoço era num lugar bem próximo às ruínas de Chichén-Itzá e era um buffet com saladas, pratos quentes e sobremesas. Uma delícia!

O lugar do restaurante também era um show à parte. Do lado de fora, alguns vendedores ofereciam chocolates e artesanatos locais, mas a minha ansiedade só aumentava porque sabia que depois partiríamos rumo à mais uma maravilha do mundo pra colocar na minha lista!

Chichén-Itzá

Foi um dos maiores centros maias da Península de Yucatán.
Capital do povo maia, foi declarada em 2007 como uma das 7 Maravilhas do Mundo Moderno.

A área foi abandonada por cerca de cem anos e só foi habitada novamente em torno de 900 d.C. Pouco tempo depois, foi invadida pelos toltecas. Esses estavam estabelecidos perto da moderna Cidade do México em Tula, sob o domínio de um rei Topiltzin.

Topiltzin, que também recebeu o nome de “Serpente Emplumada”, ou Quetzalcoatl, o nome de um deus asteca. Fontes históricas Maias mencionam que um homem que se chamava Kukulkan chegou em Chiché-Itzá do oeste no período, que terminou em 987 dC. Um forte argumento que tem sido defendido é que Kukulkan e Topiltzin Quetzalcoatl eram provavelmente a mesma pessoa, e que ele trouxe as práticas toltecas e crenças, incluindo a prática de sacrifícios humanos. Os toltecas estavam abertos à novas idéias, e ali foram incorporando algumas crenças dos maias. A cidade é dividida em duas áreas principais diferentes: Chichen Viejo (Old Chichen) e Chichen Nuevo (Nova Chichen). Fonte: www.chichenitza.com

Ingresso na mão, nosso guia nos levou a conhecer toda a história da civilização maia e do sítio arqueológico. E estar diante de um local existente há várias gerações e uma das maravilhas do mundo só me deixou mais feliz e ansioso em conhecer tudo o que podia.

E o que eu realmente queria ver era a Pirâmide de Kukulcán.

Também chamada de El Castillo, a pirâmide possui cerca de 30 metros de altura, a altura do Cristo Redentor, outra Maravilha do Mundo Moderno. São 26 metros das plataformas que somados aos 4 metros do templo, no topo formam os 30 metros de altura.

Outra coisa interessante é o fato de cada lado da pirâmide possuir 91 degraus, que somados à plataforma superior formam 365, a quantidade de dias do ano do calendário maia.

Duas vezes por ano, no equinócio da primavera ou outono (20/21 de março e 21/22 de setembro), acontece um fenômeno natural das luzes e sombras que projetam a imagem de uma serpente subindo ou descendo as escadarias da grande pirâmide, tudo pensado pelos maias.

Os engenheiros maias projetaram a cidade de uma forma onde a voz do líder pudesse ser ouvida por todos. Prova disso é a dica que vou te dar e provavelmente seu guia irá contar a você assim como o nosso fez: Quando você estiver próximo à pirâmide, bata palmas, o eco delas reproduz o som de um pássaro, bem interessante!

Durante o trajeto, fomos caminhando entre as ruínas dos templos e o guia foi mostrando tudo e explicando toda a história por trás de cada um deles. O me deixou incrédulo foi a capacidade que um povo teve de construir aquilo tudo, mesmo sem a alta tecnologia dos tempos atuais. Assim como as pirâmides do Egito, ou Machu Picchu. É de deixar boquiaberto!

Os maias também praticavam esporte. Porém esse custava a vida do perdedor, literalmente!

O Juego de Pelota, considerado o maior campo de futebol da América, com aproximadamente 170 metros de comprimento por 70 de largura era um esporte ritualístico praticado por eles. Durava dias e sempre acabava com alguém sendo sacrificado.

O objetivo era enviar a bola para o lado adversário, acertando o aro. O time vencedor era poupado enquanto algum do perdedor, ou até mesmo todos eram sacrificados. Essa prática era bem comum nas civilizações pré-colombianas. Ainda bem que não gosto de futebol. Mas até mesmo quem não gostava era obrigado a participar. E poderia acabar perdendo a vida como forma de sacrifício aos deuses.

Dentro do próprio sítio arqueológico também tem um cenote, que por falta de tempo acabei não visitando, preferi ficar na área onde estão as ruínas.

Chichén-Itzá é uma cidade que parecia estar à frente do seu tempo e sua civilização em contato com a natureza e forças espirituais. Visitá-la me fez perceber que às vezes deixamos de lado nossa espiritualidade e nos prendemos muito às coisas que não são tão importantes. O maias tinham esse respeito pelo sagrado e pelas forças da natureza e isso é visível a cada passo dado dentro do sítio arqueológico.

O tour finalizou ali, com o guia marcando o ponto de encontro na entrada do local e depois deixando cada um dos passageiros de volta aos seus locais de origem. Recomendo a Easy Tours pois prestaram um bom serviço!

Para mim foi incrível poder estar ali e conferir de perto um local que recebe milhares de visitantes por ano e que agora faz parte da minha coleção de Maravilhas do Mundo Moderno. E foi uma experiência que vou levar pra vida!